Left Sidebar Page Type Image
2013 VOLUME 1


EDITORIAL

Morfologia Urbana


ARTIGOS

Regular = planeado versus irregular = espontâneo   
S. M. G. Pinto 
{+}Abstract   [PDF]

Neste artigo analisa-se uma importante relação teórica nos estudos históricos sobre a forma urbana. Trata-se da relação que associa as formas urbanas regulares ao planeamento urbanístico e, pelo contrário, as formas urbanas irregulares à falta de planeamento urbanístico. Partindo da formulação inicial estabelecida nos textos inaugurais de história do urbanismo, procura-se verificar o impacto desta relação dicotómica na construção do conhecimento, para depois alcançar a transformação operada nas últimas décadas, que levou à sua refutação, utilizando para o efeito o contributo metodológico, teórico e conceptual de alguns estudos produzidos desde a segunda metade do século XX.


Aprendendo com a forma urbana de Maputo (in)formal    
D. L. Viana, J. Sanz e A. Natálio 
{+}Abstract   [PDF]

A problemática do artigo prende-se com a forma urbana de Maputo ao nível da sua estruturação e transformação. A partir da descrição deste processo, e como resultado, a ideia-chave é a de que a dicotomia ‘cidade de cimento’ / ‘cidade de caniço’ tem-se consubstanciado em complexas relações de forma urbana que importa entender. A metodologia desenvolvida, fortemente apoiada num estudo de caso, envolveu trabalho de campo a partir de registos gráficos, levantamento fotográfico, entrevistas exploratórias e recolha de informação de diferentes tipos e fontes, como cartografia e mapeamentos diversos. Procedeu-se ao tratamento de dados, redesenho e análise comparativa de múltiplos elementos da forma urbana de Maputo, conformando-os espacialmente e cronologicamente. Aplicaram-se métodos da morfologia urbana, descrevendo e explicando características e aspetos relativos à transformação da capital moçambicana. O principal resultado do artigo é a rejeição de perspetivas duais sobre a realidade urbana de Maputo, propondo, em alternativa, a inclusão e ‘interatuação’ de processos informais em princípios de intervenção inclusiva. Não se trata apenas de extrair sínteses da análise morfológica, na qual a dialética cidade de cimento / cidade de caniço traduz (de modo simplificado) contrastes intrincados da forma urbana de Maputo, mas antes de reconhecer a necessidade da articulação de conexões morfológicas mais conjuntas.


Morpho: investigação morfológica e prática de planeamento    
V. Oliveira e M. Silva 
{+}Abstract   [PDF]

A metodologia Morpho foi recentemente introduzida no debate em morfologia urbana. Após a publicação de um primeiro artigo de fundamentação teórica e metodológica, ilustrado com um conjunto de aplicações à escala da rua, este segundo artigo descreve a primeira aplicação da metodologia à escala da cidade, tomando como caso de estudo o Porto. A análise morfológica suportada pela Morpho tem como objeto os principais elementos de forma urbana de uma cidade – as suas ruas, parcelas e edifícios. Esta aplicação ao Porto permite uma apreciação da base morfológica da cidade, identificando os aspetos que, em cada parte específica do território, contribuem para a definição de um ambiente com uma maior ou menor urbanidade. Para além de uma descrição e explicação da base morfológica da cidade do Porto, este artigo inclui ainda uma exploração do potencial de aplicação da Morpho na prática profissional de planeamento, desenvolvida em colaboração com a Direção de Urbanismo da Câmara Municipal do Porto.


Morfologia urbana Britânica: a tradição Conzeniana     
J. W. R. Whitehand 
{+}Abstract   [PDF]

Este artigo descreve as origens, o desenvolvimento e as características da escola de pensamento em morfologia urbana construída a partir do trabalho de M. R. G. Conzen. Depois de se considerarem as influências iniciais de Schlüter e Geisler, é dada atenção aos conceitos desenvolvidos por Conzen – o ciclo da parcela burguesa, a cintura periférica, o quadro morfológico e a região morfológica. Na segunda parte do artigo apresentam-se três exemplos de investigação construídos sobre as fundações lançadas por Conzen, nomeadamente a ‘micromorfologia’, a relação entre períodos morfológicos e processo tipológico, e a ligação entre tomada de decisão e forma urbana.



PERSPETIVAS [PDF]

Dominância visual    
A. Perdicoulis

A oferta globalizada de solo urbanizável e de habitação como subversão do urbanismo    
J. Mourão

Modelos de autómatos celulares como ferramentas de análise da forma urbana    
N. N. Pinto


RELATÓRIOS [PDF]

Rede Portuguesa de Morfologia Urbana (PNUM): 2012-13    
V. Oliveira

 
BOOK REVIEWS [PDF]

A. Campos et al. (2012) Quadro dos sistemas de espaços livres nas cidades brasileiras    
R. L. Rego

A. V. Milheiro (2012) Nos trópicos sem Le Corbusier    
P. T. Pinto  

 
NOTICIAS

Urban Morphology
Urban Morphology Research Group (UMRG)
ISUF 2014: Our common future in urban morphology
ISUF 2013: Urban form at the edge