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2015 VOLUME 3.1


EDITORIAL

O ensino da Morfologia Urbana


ARTIGOS

Área non aedificandi em domínio privado
S. M. G. Pinto 
{+}Abstract   [PDF]

Partindo dos dispositivos jurídicos em vigor (Código Civil e Regulamento Geral das Edificações Urbanas) e recuando até às antigas influências jurídicas (romanas e islâmicas), neste artigo procura-se perceber como os interstícios entre prédios em Portugal foram estabelecidos ao longo do tempo pela ordem jurídica. São contextualizadas e analisadas as antigas normas da almotaçaria e as normas contemporâneas, procurando perceber inovações e persistências. Por fim, realça-se a importância deste conhecimento para o estudo da forma urbana portuguesa.


Ideias clássicas, aspirações modernas
R. L. Rego, T. S. Ribeiro e J. Taube 
{+}Abstract   [PDF]

Articulando história do urbanismo e estudos morfológicos, este artigo trata de mostrar a ressonância do urbanismo contemporâneo no traçado de quatro cidades novas planejadas no Brasil da metade do século XX por engenheiros civis graduados pela Faculdade de Engenharia, em Curitiba, no Paraná. Naquele momento o urbanismo ainda era marcado pela visão academicista, tributária da tradição Beaux-Arts e em sintonia como o planejamento em ‘grande estilo’ – um conjunto de ideias formais decorrentes da prática de urbanística europeia, particularmente a francesa, difundidas nos Estados Unidos pelo movimento City Beautiful. O Plano de Urbanização de Curitiba assinado em coautoria por Alfred Agache em 1943 foi uma importante referência local, especialmente para os engenheiros civis tratados neste artigo. Assim, elementos morfológicos como avenidas diagonais, bulevares com árvores enfileiradas, vistas grandiosas, e a reunião de edifícios públicos relevantes e sua organização ordenada e simétrica vão revelar uma abordagem artística em meio a formas urbanas regulares, ortogonais, típicas de empreendimentos de especulação fundiária.


Variação da temperatura de superfície na cota do pedestre na Avenida XV de Novembro
G. Z. F. Neves, R. A. Felício e S. S. Macedo 
{+}Abstract   [PDF]

Este trabalho procurou verificar a variabilidade dos fluxos de energia de grande comprimento de onda na superfície do solo e edificações de São Carlos, uma cidade tropical de altitude de porte médio. A metodologia fundamenta-se na utilização de um termômetro digital infravermelho fixado em um tripé, com a aferição manual de pontos cardeais e colaterais nas angulações de 10º, 0º, em diversas classificações do uso do solo urbano definidas pelo Laboratório Quadro do Paisagismo do Brasil - QUAPÁ. Realizaram-se seis experimentos de campo ao longo de uma via na cidade de São Carlos-SP em episódio climático representativo de inverno. Os resultados revelaram que as temperaturas de superfície superaram 50ºC enquanto que a temperatura do ar limitou-se a 25,9ºC.


Morfologia urbana como um campo interdisciplinar emergente
A. V. Moudon 
{+}Abstract   [PDF]

Neste artigo identificam-se as forças e os acontecimentos que conduziram à formação do International Seminar on Urban Form (ISUF). O ISUF tem vindo a expandir o campo da morfologia urbana para além dos seus limites originais na área da geografia particularmente em direção aos domínios da arquitetura e do planeamento. Três escolas de morfologia urbana, em Inglaterra, Itália e França, têm vindo a desenvolver um processo de aproximação, seguindo o trabalho seminal de dois morfologistas, M. R. G. Conzen e Saverio Muratori. A aproximação destas escolas fornece as bases para a definição de um campo interdisciplinar e a oportunidade de estabelecer fundações teóricas comuns para um conjunto crescente de morfologistas em diferentes partes do mundo. A ambiciosa missão do ISUF é abordar um conjunto de temas atuais e concretos relacionados com o processo de construção da cidade, fornecendo um fórum de reflexão e ação que inclui disciplinas, e profissões relacionadas, provenientes de diferentes culturas. Neste artigo discute-se o potencial de um campo interdisciplinar de morfologia urbana e o seu contributo para a compreensão e para a gestão dos processos de desenvolvimento urbano num período de transformação sem precedentes.



PERSPETIVAS [PDF]

A Morfologia Urbana na ESG  
D. Viana e G. Carlos

A Morfologia Urbana como base para a formação urbanística dos arquitetos
E. Solís e B. Ruiz-Apilánez

Ensino da Morfologia Urbana. A experiência da FAU-UB    
F. Holanda

Didática da Morfologia Urbana  
G. Cataldi

O ensino da Morfologia Urbana na Universidade do Minho  
J. Correia

O ensino da Morfologia Urbana no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UEM    
K. Meneguetti

Morfologia Urbana no Líbano; uma perspetiva cultural numa encruzilhada de civilizações  
L. Bravo e J. Madrigal

O ensino da Morfologia Urbana em Itália: balanço e perspetivas  
M. Maretto

Relatos sobre o ensino de Morfologia Urbana na UFMG  
S. Costa

Morfologia Urbana – ensino e pesquisa  
S. Macedo

Projetar nas franjas urbanas. Um ‘processo’ entre escalas, objetos e temas diversos  
S. Sucena-Garcia

O ensino da Morfologia Urbana na FAUP    
T. Calix e M. F. Sá

Da morfologia urbana à análise espaço-funcional    
T. Heitor

O ensino da Morfologia Urbana no ISCTE-IUL    
T. Marat-Mendes

Análise urbana na ETSA da Coruña    
X. Suarez, C. Lopez, V. Mosquera, A. Revilla e C. Fontan 
 

RELATÓRIOS  [PDF1]  [PDF2]

PNUM Workshop 2015, Porto, Julho 2015    
V. Oliveira

Curso de Extensão em Morfologia Urbana, Belo Horizonte, Junho 2015    
V. Oliveira


NOTÍCIAS

Urban Morphology
22nd International Seminar on Urban Form
5ª Conferência da Rede Lusófona de Morfologia Urbana
1st Symposium of the Turkish Network of Urban Morphology